Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra

PAMPILHOSENSES EM LISBOA ADERIRAM EM MASSA AO ENCONTRO GASTRONÓMICO

No âmbito das comemorações dos 75 anos da fundação da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, realizou-se no domingo, dia 13 de Novembro de 2016, um Encontro Gastronómico Pampilhosense, nas instalações da Voz do Operário, em Lisboa.

 

O programa era vasto e o menu prometia proporcionar diversas iguarias com sabores da Pampilhosa da Serra. Conforme previsto iniciou-se pelas 9:00 horas, o 8º Torneio de Sueca Intercoletividades, associados e convidados CCPS 2016, cuja 1º fase terminou pelas 13:00 horas

Por esta hora, o salão principal do evento estava já repleto de pessoas que se deliciavam com o Maranho, Salada de grão, Peixinhos da Horta, Enchidos, Favas á Serrana, Torresmos, Pataniscas e outras entradas, seguindo-se uma boa Sopa Serrana e uma farta Feijoada à moda da Serra. Segundo opinião corrente no local, os petiscos e almoço estavam muito bons e o vinho era de qualidade, tendo sido gentilmente oferecido pelo empresário pampilhosense Acácio Teixeira, do grupo Seaside.

O salão encheu rapidamente e recorreu-se ainda a outra sala de apoio, contando-se um total de cerca de três centenas e meia de pessoas. A organização mostrava-se agradada porque o evento estava a ser um sucesso superando as melhores expetativas.

O final do almoço foi coroado com sobremesa com sabores pampilhosenses, composta pela famosa Tigelada, Arroz Doce e Filhós, que fez lembrar os dias de festa nas nossas aldeias.

Na mesa de honra esteve a presidir João Ramos, presidente da Assembleia Geral da Casa concelhia, ladeado por Miguel Coelho, presidente da junta de freguesia de Santa Maria Maior, Anabela Martins, presidente da junta de freguesia do Cabril, Marco Alegre, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra, Carlos Manuel, presidente da Casa da Comarca de Arganil, Lopes Machado, diretor do jornal A Comarca Arganil, Júlio Cortez e Vitor Barata, da Real Confraria do Maranho e outras individualidade convidadas.

Após o repasto, tivemos a oportunidade de ouvir algumas intervenções de diversas personalidades presentes, introduzidas por João Ramos, que começou por cumprimentar os elementos da mesa e todos os presentes, chamando logo de seguida o primeiro orador.

Pela direção da Casa concelhia, interveio o seu presidente, José Ferreira, que após cumprimentar os elementos da mesa e todos os presentes, mostrou-se visivelmente feliz pelo evento ter sido mobilizador e estar a ser um sucesso. Começou por anunciar que o Encontro Gastronómico não terminava ali com o almoço, visto que haveria ainda atuação do Grupo de Concertinas “Os Serranitos”, atuação do Rancho Folclórico da Casa do Concelho e um Magusto com as tradicionais Castanhas e diversos petiscos.

Continuou José Ferreira por agradecer à direção da Voz do Operário pela disponibilidade da cedência das instalações e apoio logístico. À Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, ali presente com o seu presidente e tesoureira, pelo apoio concedido, o que permitiu proporcionar aos pampilhosenses aquele encontro a preço baixo e ter ainda proveitos para a Casa do Concelho, tão necessários para as suas atividades.

Referiu-se à comemoração dos 75 anos de fundação da Casa, considerando ser um motivo orgulho servir a comunidade pampilhosense em Lisboa e o seu movimento associativo regionalista. Disse que a Pampilhosa da Serra já é conhecida na cidade e no meio regionalista sedeado na capital e uma marca em Lisboa. Agradeceu a todos os que trabalharam e deram o seu contributo para tornar possível aquele evento, designadamente aos empresários e restaurantes aderentes.

De seguida interveio António Lopes Russo, para dar os cumprimentos à mesa de honra e a todos. Na qualidade de ex-presidente da Casa, disse e estar muito feliz e grato por ver a sala cheia. Enalteceu o trabalho de divulgação da cultura pampilhosense realizada pelo Rancho da Casa e pelos Serranitos, e a todos os seus elementos, assim como agradeceu calorosamente a quem confecionou e serviu o almoço. Disse que uma grande parte da freguesia de Santa Maria Maior, principalmente em Alfama são pampilhosenses ou oriundos do concelho. Enalteceu o trabalho da direção, ali comprovado por ter tanta gente no evento. Terminou convidando todos os presentes a ir à Pampilhosa da Serra e disfrutar das belezas naturais e simpatia das suas gentes.

Também ex-presidente da Casa concelhia, Álvaro Margarido enviou mensagem que foi lida pelo seu filho Luís Margarido, com o seguinte teor: “Quero felicitar os órgãos sociais da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, na pessoa do seu presidente da Direção, meu grande amigo José Ferreira, pela organização deste convívio. Quero também justificar a minha ausência pelo motivo de ter hoje duas assembleias gerais da cooperativa de Maria Gomes, uma para o plano e outra eleitoral e de cuja Direção eu sou o Presidente, mas, por este meio, peço o favor de lerem esta mensagem, deixando os respeitosos cumprimentos a todos os presentes e um dia muito feliz, e desejando a continuação do bom trabalho que a nossa Casa tem prestado ao nosso querido concelho de Pampilhosa da Serra. Espero que a minha falta esteja devidamente justificada e termino lembrando os 12 anos que servi essa instituição, com muito amor e dedicação. A todos o muito obrigado pela vossa presença e um forte abraço.”

Anselmo Lopes, também ele um ex-presidente da direção da Casa, que antecedeu o atual presidente, usou da palavra para referir que a realização daquele evento “não é obra do acaso. Não é mais um almoço”. E continuou “A razão deste evento é o facto da Casa estar a comemorar 75 anos a congregar e apoiar o movimento associativo pampilhosense e a comunidade pampilhosense em Lisboa”. Historizou que tudo começou no início do ano com um repto da direção, lançado aos ex-presidentes, para organizarem um evento no âmbito dos 75 anos, para além do tradicional almoço. Esse repto foi aceite e com a colaboração de diversas pessoas e entidades foi possível realizar aquele encontro gastronómico, visto que era uma forma eficaz, mobilizadora e do agrado da maioria, juntar as pessoas através da gastronomia. Pediu palmas para os 320 pessoas presentes. “Temos que deixar de ser coitadinhos. Cada um deve ser porta voz do concelho porque amamos o nosso concelho”, disse Anselmo Lopes, enumerando de seguida os restaurantes patrocinadores e agradeceu a disponibilidade e empenho, designadamente a Jorge Morais, de Ponte de Fajão, Alfredo Almeida, de Gralhas, Manuel da Quelha, do Trinhão, Amadeu, da Ponte de Fajão e outros colaboradores. Chamou para receber um forte aplauso o pessoal da cozinha, agradecendo à Dulce Morais e irmã, á Olinda Gonçalves e todos os que colaboraram na confeção e serviço. Também deixou agradecimentos ao empresário Acácio Teixeira, da Seaside, a oferta do vinho e também a António Robalo, da Pollux, a oferta de pratos, copos e talheres.

A terminar Anselmo Lopes disse esperar que aquele evento seja o primeiro de muitos e que o sucesso ali vivido se repita no futuro.

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, interveio começando por cumprimentar os órgãos sociais da Casa do Concelho, a colega autarca presidente da Junta de Freguesia do Cabril, Anabela Martins, restantes membros da mesa e a todos os presentes. Teceu palavras que enalteceram a presença dos pampilhosenses na cidade de Lisboa. Disse que a comunidade pampilhosense na sua freguesia é numerosa e tem ajudado a construir a cidade e principalmente o bairro de Alfama. Agradeceu o espirito da iniciativa e espera que seja o primeiro evento de muitos. Considerou que a cidade de Lisboa é o somatório de todas as culturas regionais e de todos os cidadãos que viram do interior há mais de meio século atrás, pelo que está grato à Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra o que tem feito também pela freguesia e pela cidade.

Vinda propositadamente de Pampilhosa da Serra, a presidente da junta de Cabril, Anabela Martins, cumprimentos os elementos da mesa e todos os presentes. Confidenciou que ficou feliz por ser convidada e logo que recebeu o convite aceitou de imediato. Elogiou largamente o convívio e espirito de família que ali se vivia, em torno da mesma mesa, lembrando a terra natal através dos sabores. Deu os parabéns à organização e todos os que confecionaram e serviram o almoço, pedindo um grande salva de palmas. “Foi bom estar convosco e deliciar-me com os sabores e iguarias das nossas serras aqui na cidade de Lisboa”, disse Anabela Martins. Deixou mensagem de cumprimentos do presidente da Câmara Municipal e restante elenco, informando que não estavam ali presentes por coincidir com um fim de semana dedicado aos funcionários da autarquia, daí a razão da sua ausência. Aludiu a uma das iguarias que tinham acabado de saborear, as Filhós, aproveitando para anunciar o festival da Filhó Espichada que decorrerá em Pampilhosa da Serra de 17 a 20 de Dezembro, convidando todos a visitar. Informou que nesse festival irão estar representadas todas as juntas de freguesia do concelho, sendo que a receita do evento reverterá para os Bombeiros Voluntários de Pampilhosa da Serra. “Parabéns à direção da Casa do Concelho”, disse a encerrar.

A concluir o período de intervenções, ouvimos João Ramos, também ex-presidente da direção da Casa e atual presidente da assembleia geral, que disse o seguinte: “Ensinaram-nos desde criança que somos todos iguais. Diz-se que perante a lei somos todos iguais. Tenho sérias duvidas…provavelmente é uma grande mentira. Iguais somos nós que aqui hoje estamos…que nos honramos das nossas origens e em ser da Pampilhosa da Serra. A maioria dos presentes é natural da Pampilhosa da Serra e felizmente a vida deu-lhes oportunidade para de lá saírem à procura de melhores condições, e hoje, uns mais que outros, temos felizmente uma vida melhor. Temos por isso que dar graças a Deus, os católicos, e ao esforço e ao destino, para quem não é crente. Não nos podemos esquecer no nosso dia a dia, dos cerca de 5000 habitantes do concelho, e é por eles que temos que lutar e por eles que devemos ir a nossa terra. Todos devemos fazer um esforço para nas nossas atividades, e também as instituições, tudo fazer para dar melhores condições de vida aqueles que lá vivem em qualquer situação da nossa vida. Estamos no espirito de Natal, como tal, peço que todos de pé façam um brinde ao melhor que temos, que é, ser de Pampilhosa da Serra”. João Ramos encerrou a sua intervenção com um vibrante “Viva a Pampilhosa da Serra”.

Após este período de intervenções foi tempo de diversão, entrando no palco do salão o Grupo de Concertinas “Os Serranitos”, que presenteou os presentes com as músicas da nossa terra, fazendo assim a assistência “viajar” até à sua aldeia. Em paralelo, na sala contigua deu-se início à Fase Final do Torneio de Sueca.

A festa continuou pela tarde dentro. As bebidas estavam à disposição no recinto polidesportivo exterior e o tempo primaveril e agradável ajudou para que se assistisse à atuação do Rancho Folclórico da Casa, sendo fortemente aplaudido pela vasta assistência e onde todos tiveram oportunidade de dançar com os elementos do Rancho na música de encerramento da atuação. Já ao escurecer saíram as Castanhas Assadas, diversos petiscos e a boa pinga, que serviu de encerramento deste inédito evento entre pampilhosenses em Lisboa. A organização e os voluntários que participaram na realização estavam cansados mas satisfeitos pela forma como o evento decorreu.

 Carlos Simões

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