Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra

JUIZ CONSELHEIRO ANTÓNIO HENRIQUES GASPAR RECEBE GALARDÃO DE MÉRITO PAMPILHOSENSE

  
 
Casa do Concelho e Real Confraria do Maranho associam-se em parceria para realização da homenagem
 
Numa organização conjunta da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra e a Real Confraria do Maranho, realizou-se no dia 20 de outubro, um almoço pampilhosense, na sede da casa concelhia, em Alfama - Lisboa, durante o qual teve lugar a cerimónia de entrega do Galardão de Mérito Pampilhosense ao Exmo. Senhor Juiz Conselheiro António Henriques Gaspar.
Foram muitas as presenças, entre as quais salientamos a do homenageado, os Corpos Sociais da Casa do Concelho, dirigentes e mordomo-mor da Real Confraria do Maranho, Presidente e Vice-presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, Presidentes das Juntas de Freguesia de St.ª Maria Maior (Lisboa) e Janeiro de Baixo, dirigentes de diversas coletividades regionalistas, Casa de Tomar, imprensa regional com o jornal SERRAS DA PAMPILHOSA e A Comarca de Arganil e ainda membros da Sociedade Portuguesa de Genealogia.
Como é de praxe a primeira intervenção esteve a cargo de Presidente da Direção da Casa do Concelho, José Ferreira, que a todos saudou e agradeceu a presença. Salientou que este evento para além da homenagem a tão ilustre Pampilhosense era uma realização conjunta com a Real Confraria do Maranho, e que “as coisas correram tão bem” que esperava que houvesse mais realizações conjuntas quer com a Confraria que com outras associações Pampilhosenses.
De seguida usou da palavra, o Mordomo-mor da Confraria, António Barata, agradeceu à Casa do Concelho a oportunidade de fazer esta homenagem a um Confrade de honra como é, o Conselheiro Henriques Gaspar. “Contem sempre connosco para estas ou outras iniciativas”, disse António Barata. De seguida foi feita oferta ao homenageado do livro da Real Confraria, por gentileza do Juiz-mor da Confraria José Espírito Santo. Foi ainda lida uma mensagem do nosso conterrâneo José das Moradias a parabenizar o homenageado.
Para quebrar um pouco a solenidade do momento, houve lugar um momento musical a cargo do artista pampilhosense Fernando Pereira que, com a sua viola a todos encantou. Este nosso conterrâneo artista, é um empresário da restauração, sendo proprietário de dois restaurantes em S. Pedro de Sintra. A melodia, uma trova, alusiva à serra do Açor, deixou-nos na alma uma nostalgia e um perfume das nossas serras.
Após degustação do almoço, composto por um magnifico Bacalhau frito e o tradicional Maranho tão característico da culinária serrana, deu-se início à cerimónia da entrega do Galardão de Mérito Pampilhosense ao homenageado. Recordemos que esta atribuição foi aprovada em Assembleia Geral da Casa do Concelho, em Fevereiro do corrente. Na impossibilidade da presença do Presidente da Assembleia Geral, João Ramos, foi delegado na Vice-presidente Elisa Matias que leu a deliberação da A.G. onde se referia ao percurso profissional do homenageado e nos cargos que exerceu quer a nível nacional quer a nível internacional.
No percurso profissional deste conterrâneo, que teve uma carreira a todos os títulos notável, inclui-se a Presidência do Supremo Tribunal de Justiça, o que fazia com que fosse a quarta figura do estado português. Foi magistrado do ministério publico e depois também na área judicial. No estrangeiro foi: agente de Portugal no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, membro do Comité Director dos Direitos do Homem e membro do Comité Contra a Tortura das Nações Unidas, eleito pela respetiva Assembleia Geral.
O galardão foi entregue pelo Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, José Brito, num momento repleto de simbolismo e sentimento.
Em mais uma alocução carregada de simbolismo e emoção, José Ferreira, disse “Nós somos pequenos, mas as pessoas grandes, merecem-nos tudo”. Confidenciou à assistência que quando era mais jovem sentia alguma vergonha quando dizia que era da Pampilhosa da Serra, mas neste momento é com grande orgulho que o afirma, pois podemos todos orgulharmo-nos das nossas origens e do que representamos. Continuou dizendo que “ao longo dos mais de setenta e cinco anos da Casa do Concelho podemos orgulhar-nos do que fizemos e daquilo com que contribuímos para aquilo que a Pampilhosa representa hoje em dia, trabalho desta e de outras direções e de toda a gente que de uma forma abnegada e altruísta contribuiu. Foi um dos momentos mais altos que tivemos nesta Casa, Obrigado Sr. Conselheiro” disse José Ferreira com a voz embargada pela emoção.
Agradeceu ainda a todos os elementos da Direção e dos outros órgãos que o têm acompanhado nesta luta constante, com especial enfâse ao Rancho Folclórico pelo cartão de visita que proporciona na divulgação do património etnográfico da Pampilhosa. Teve ainda uma palavra de reconhecimento para com a imprensa regional, no caso, “à primeira vez que José Vasconcelos d´A Comarca de Arganil se desloca à nossa casa. Normalmente quem o fazia era o nosso saudoso Lopes Machado que infelizmente nos deixou depois de uma vida dedicada á imprensa serrana.”
José Brito, Presidente da Câmara Municipal teve uma palavra de especial apreço para o seu colega autarca de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, que têm sobre a sua “responsabilidade” cerca de trinta mil Pampilhosenses, agradecendo à Casa concelhia a forma como tem estado disponível na defesa dos interesses da Pampilhosa da Serra. Agradeceu também a quem se disponibilizou para os trabalhos de cozinha, “em especial na pessoa do Armindo e da sua equipa que confecionou os Maranhos, manjar que é muito apreciado nas nossas Serras.”
Enalteceu ainda a forte autoestima que os Pampilhosenses têm demonstrado ultimamente fruto do seu trabalho e postura. Deu como exemplo Acácio Teixeira, dono das conhecidas Sapatarias “Seaside” e recentemente de uma cadeia de hotéis, que tão gentilmente ofereceu para o almoço o excelente vinho “Rafeiro”.
Confidenciou-nos, em primeira mão a luta que o Conselheiro Henriques Gaspar teve, enquanto Presidente do Supremo, para que o governo mantivesse a Comarca judicial na Pampilhosa, visto os Pampilhosenses terem tanto direito à justiça como todos os portugueses em geral.
Miguel Coelho, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, frisou que a emoção sentida neste momento peculiar era tão intensa, que a lágrima já tinha aflorado, embora não sendo Pampilhosense já se sentia como sendo. Dirigiu palavras simpáticas ao homenageado e ao seu exemplar percurso profissional. Relembrou o orgulho e veemência com que Júlio Cortês Fernandes, já há muitos anos, manifestava em ser Pampilhosense. Enalteceu as qualidades humanas de José Brito e a forma como se vota na Pampilhosa, tendo mais atenção às pessoas que aos partidos. Disponibilizou-se ainda o apoio da sua autarquia à casa concelhia.
Por fim chegou a vez do homenageado agradecer a todos, e em especial aos órgãos sociais da Casa do Concelho o gesto de gratidão. “Estes acontecimentos não se pedem, mas aceitam-se pelo que representam, pelo sentido de pertença a uma comunidade e valores e á nossa identidade. A identidade dos nossos sentimentos, da nossa cultura, que nos caracteriza de uma forma singular, da forma como se trabalha, da sua honradez” disse Henriques Gaspar.
Deixou uma palavra de admiração para os que “apesar das condições adversas ficaram no território e para aqueles que apesar de terem de partir nunca perderam a sua identidade que muito nos caracteriza.”, terminando com um bem-haja a todos de forma humilde e sentida.
A Sociedade Portuguesa de Genealogia na pessoa do Presidente, Soares Machado, dirigiu algumas simpáticas palavras ao homenageado como membro da comunidade jurídica tal como ele. Referiu ainda que de acordo com os estudos de Nuno Barata Figueira, somos todos praticamente primos. De uma forma bastante irónica referiu que apesar de não ser da Pampilhosa também descobriu que tinha lá ascendentes.
Nuno Barata Figueira procedeu à entrega simbólica de uma árvore genealógica da família do homenageado, assim como do último exemplar da “Raízes e Memória”, edição desta sociedade, tendo José Ferreira agradecido a Nuno Barata Figueira e Ana Paula Branco pelo trabalho que desenvolveram na Casa do Concelho e pelo que continuam a desenvolver agora na Sociedade Portuguesa de Genealogia.
Para finalizar este longo período de intervenções assistiu-se a momento musical com Fernando Pereira, seguido da animada atuação do grupo de concertinas “Os Serranitos”. Terminou assim em beleza mais um evento que prestigia a comunidade Pampilhosense e acima de tudo o homenageado que foi merecedor desta singela, mas sentida homenagem. 
Para terminar, tal como Camões disse “Ditosa Pátria que tal filho tem” que encaixa como uma luva neste nosso conterrâneo, de que nos devemos orgulhar e que nos deve servir como exemplo.
 
Barata Lopes
 
 
 

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