Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra

ASSEMBLEIA DA CASA DEBATE SITUAÇÃO DA SEDE

  • Aprovado Relatório e Contas 2019 e Plano e Orçamento para 2020
  • Serras da Pampilhosa contribui com saldo positivo de 7 mil euros
  • Hipótese de mudança de sede cada vez mais distante
  • Obras na Casa do Concelho podem ascender a mais de 80 mil euros

Realizou-se na tarde de Domingo, dia 1 de março de 2020, a assembleia geral ordinária da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra (CCPS), na sua sede em Lisboa, contando com a presença de cerca de três dezenas de associados e representantes de coletividades regionalistas filiadas.Sob a presidência de João Manuel Matos Ramos, após a abertura da sessão, foi lida a ata da sessão anterior e aprovada por unanimidade, seguindo-se de imediato para a apresentação e discussão do Relatório e Contas do exercício de 2019, conforme previsto na ordem de trabalhos, tendo na ocasião o presidente da Direção José Ferreira, feito uma síntese daquele documento e prestado todos os esclarecimentos pedidos pelos associados.

O presidente da direção agradeceu a todos os que participaram e apoiaram a Casa na realização das suas diversas atividades, mostrando-se muito agradado por terem cumprido os objetivos e apresentar resultados financeiros positivos. Destacou a atividade da Estrutura Etnográfica, nomeadamente do Rancho Folclórico da CCPS e do grupo de concertinas “Os Serranitos”, que “continuam com grande vitalidade, com atuações e ensaios semanais, composta por muita juventude, sendo grandes obreiros na propagação do nome, tradições e cultura do nosso concelho, pelas mais diferentes regiões do nosso país, e por isso merecedores do nosso reconhecimento.”

Referindo-se ao jornal “Serras da Pampilhosa”, José Ferreira destacou o facto de em junho de 2019 ter completado 20 anos de publicações ininterruptas, assumindo-se como o órgão de comunicação da CCPS e do Regionalismo, cumprindo um importante serviço à vasta comunidade pampilhosense espalhada pelo pais e pelo mundo. Manifestou o reconhecimento da direção pelo trabalho desenvolvido pelo seu diretor Carlos Simões, diretor adjunto Barata Lopes, pelo colaborador no território Zé Manel, a Esmeralda Alexandre pela distribuição logística na vila, por António Rosa e Elisabete Vicente na revisão e paginação, assim como à Vigaprintes pela impressão e expedição. No que concerne ao equilíbrio financeiro do jornal, foi ainda salientado que presentemente apresenta saldo positivo, reforçando assim a viabilidade financeira do jornal e da Casa.

Destacou um agradecimento público à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, às juntas de freguesia do concelho, à Junta de freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, e também às empresas que colaboraram com apoio financeiro e logístico dado às atividades desenvolvidas pela Casa.

No capítulo da apresentação de contas, salienta-se um total de receitas de 39.081,27€ e de despesas de 34.986,06€, o que resulta num saldo positivo do exercício de 4.095,21€, transitando para o ano de 2020 um valor de 24.696,79€.

Dada a palavra aos associados, foram pedidos alguns esclarecimentos à direção relativos à descrição das contas, nomeadamente nas despesas diversas e torneio de futsal, tendo a direção prestado os esclarecidos necessários. O presidente da mesa salientou ainda o facto de o jornal Serras da Pampilhosa ter dado cerca de 7.000 euros de lucro, constituindo-se numa fonte de rendimento essencial para a Casa concelhia.

No terceiro ponto da ordem de trabalhos, com a emissão de parecer favorável do Conselho Fiscal pela voz do seu presidente José Carlos Silva e conforme proposta daquele órgão, o Relatório e Contas foi aprovado por unanimidade, tendo sido aprovados também por unanimidade os Votos de Louvor á Direção, ao Rancho Folclórico da CCPS e ao grupo Serranitos, e aprovado por maioria com um voto contra ao Jornal Serras da Pampilhosa, seu diretor e colaboradores.

A direção propôs e foi aprovado um Voto de Pesar pelos associados falecidos e deixado um minuto de silencio em sua memória.

No quarto ponto da ordem de trabalhos a direção apresentou o Plano de Atividades e Orçamento para 2020, no qual foram apresentadas as principais linhas de ação que no entender da direção deverão nortear a atividade da instituição, designadamente as atividades que anualmente vêm fazendo parte da vida da CCPS, das quais destacamos a comemoração do 36º aniversário do Rancho Folclórico, a realização de atividades desportivas, recreativas e culturais, designadamente a participação na Grande Noite de Fados de Santa Maria Maior, Encontro de Concertinas, Torneio de Futsal Interfiliadas, presença na Feira de Artesanato e Gastronomia na vila, Festival de Folclore, Torneio de Sueca e Magusto, a comemoração do 79º aniversário da instituição e o 21º do jornal Serras a realizar no dia 7 de junho, a dinamização das parcerias com entidades locais e com as filiadas, a manutenção e reforço da atividade da estrutura etnográfica com o Rancho Folclórico da CCPS, o grupo de concertinas Os Serranitos e o Grupo de Bombos, a manutenção da publicação do jornal Serras. A direção prevê ainda desenvolver ações com a finalidade de abrir as instalações da sede à comunidade pampilhosense, filiadas e associados como forma de convívio dos pampilhosenses e promoção do território de Pampilhosa da Serra em Lisboa e, criar melhoria das condições no espaço da sede, seja por via de obras nas atuais instalações, seja pela eventual procura de novo espaço que se entenda melhor servir os interesses dos associados e dos pampilhosenses em geral. Para além destas iniciativas outras se poderão juntar, estando a direção aberta a apoios e propostas.

O Plano de Atividades e Orçamento para 2020 foi aprovado pela assembleia, entrando-se de seguida no último ponto da ordem de trabalhos, destinado à apresentação de assuntos de interesse geral, tendo vários associados usado da palavra.

O diretor adjunto do jornal Serras da Pampilhosa, António Barata Lopes interveio para lançar a ideia do jornal passar a ter também uma edição digital online, publicado através do site da Casa, explicando que seria uma forma de as notícias chegarem de uma forma mais célere aos leitores. A este respeito, o presidente da direção José Ferreira respondeu colocando algumas reticências à ideia, alegando que se corria o risco de perder muitos assinantes e anunciantes, o que vinha retirar prestígio e rentabilidade ao jornal, adiantando ainda que, na sua opinião “as pessoas gostam de ter o jornal físico em papel nas suas mãos, e no computador não é a mesma coisa”. Algumas dúvidas foram também colocadas por João Ramos.

O diretor do jornal Carlos Simões pediu a palavra para esclarecer que a ideia da edição do jornal online não era acabar ou substituir o jornal em papel. Esclarecendo que “o jornal continuaria a existir na versão impressa e em simultâneo teria uma edição online. Não se corre risco de se perderem os assinantes na versão em papel por terem acesso no computador, visto que haveria também um pagamento da assinatura na versão online, com acesso através de uma palavra passe, à semelhança de muitos jornais conhecidos, como por exemplo A Comarca de Arganil. Ou seja, os leitores poderiam ser assinantes da versão em papel ou da versão online, ou até em ambas.”, esclareceu o diretor, ficando definido que a direção do jornal iria apresentar á direção da Casa e proprietária do jornal, um projeto mais pormenorizado para análise.

Barata Lopes perguntou ainda se a Casa concelhia poderia intervir no sentido de influenciar as autoridades relativamente à postura da nova empresa intermunicipal de gestão de água, saneamento e resíduos – APIN, “visto que se verificou um grande aumento nas faturas dos consumidores no concelho, e a aplicação de taxas de saneamento que são injustas porque não há saneamento na maioria das aldeias”. A esta questão respondeu o presidente da mesa, João Ramos, informando que a decisão de entrega da gestão à APIN foi tomada democraticamente pela Assembleia Municipal, aprovado por maioria dos votos dos deputados eleitos pelos pampilhosenses. Adiantou que pode sempre ser pedida nos CTT a isenção da taxa de saneamento, e para quem tem rendimentos baixos pedir a Taxa Social.

Paulo Almeida questionou a mesa acerca da razão da não convocação daquela assembleia para o ultimo domingo de janeiro, conforme consta nos estatutos. Em resposta João Ramos esclareceu que reconhece a situação, mas adiantou que aquela data não está nos estatutos mas no regulamento interno. Isidro Marques deixou a sugestão de os votos de louvor aprovados em assembleia passassem a ser afixados em local visível na sede de modo a os perpetuar.

O presidente da direção usou da palavra para esclarecer o ponto de situação da questão da mudança da sede, explicando que foram feitas algumas diligências junto das autarquias de Lisboa e surgiram três hipóteses de espaços. “Constatámos que para optar por outro local teríamos que ver a possibilidade de se vender a atual sede, mas não há interessados e mesmo o valor da venda não seria suficiente para adquirir uma outra sede, noutro local de Lisboa ou arredores, e que tenha condições de utilização, o que torna esta hipótese fora de questão. Face a isto, só nos resta a possibilidade da realização de obras de requalificação necessárias na atual sede em Alfama, principalmente no piso do salão que está em mau estado e a oferecer perigo para quem a frequenta. Também é necessário intervir na cozinha e na casa da antiga porteira. Para estas intervenções estimamos um valor de cerca de 80.000 euros, que só com ajuda de muitos pampilhosenses e instituições será possível realizar.”, esclareceu o presidente da direção.

A terminar, José Ferreira deixou ideia que as obras devem ser efetuadas o mais breve possível e desenvolver um projeto num futuro próximo, deixando desde já o apelo a todos os pampilhosenses para darem o seu contributo, com ideias e apoio nos projetos a realizar para tornar a “nossa” Casa melhor e mais segura, havendo ainda a necessidade de se recorrer à ajuda dos sócios, filiadas, autarquias e instituições, visto que os fundos da Casa não são suficientes.”Vamos começar a trabalhar nisto, e se todos colaborarem um pouco, grão a grão vamos conseguir o bolo necessário”, rematou.

É caso para dizer: - Mãos à obra pampilhosenses!!.

Carlos Simões

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